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Mídia cidadã e fanzines de arte

Nos últimos meses, escrevi em outras páginas para recontar experiências que vivi com mídia cidadã e fanzines.

Em 24 de Julho de 2012, contribuí com o Núcleo de Comunicação e Educação Popular (NCEP), da UFPR, com um relato sobre a Cúpula do Global Voices:

Entre os dias 29 de junho e 3 de julho, a capital do Quênia sediou o Global Voices Citizen Media Summit – ou Cúpula de Mídia Cidadã do Global Voices, em português. Cerca de 300 pessoas, entre colaboradores, convidados, jornalistas e acadêmicos, participaram das discussões sobre jornalismo cidadão, liberdade e vigilância na internet e sobre os usos das mídias cidadãs nos protestos de 2011.

Escrevi para o Esputinique, em 20 de Agosto de 2012, sobre uma fanzinoteca que visitei em Buenos Aires:

Na quinta-feira, 2 de agosto de 2012, eu estava em Buenos Aires, na hermana Argentina, prestes a conhecer a fanzinoteca e videoarteteca F.D.A.C.M.A.!

Quando os mercados entram pela porta,

Ilustração da designer Gui Castro Felga. Copyright (CC BY-NC 3.0): Attribution Non-commercial / Atribuição Não-comercial

Quando os mercados entram pela porta, a democracia sai pela janela
Ilustração da designer Gui Castro Felga. Copyright (CC BY-NC 3.0): Attribution Non-commercial / Atribuição Não-comercial
My translation: “When markets get in by the front door, democracy leaves through the window”
Veja esse e outros trabalhos no portfólio dela, no site Behance.
Check her portfolio at Behance for more of her work.

Os diferentes valores do ‘feito à mão’

Passei algumas semanas com artesanato ‘na cabeça’. Fiquei responsável por promover discussões sobre consumo, produção, arte e sustentabilidade para uma turma de mulheres artesãs no Canindezinho, um bairro de Fortaleza. A oficina ensinou como fazer um porta-retrato a partir de panfletos de loteria e uma caixa de papel grosso, e tudo ficou muito bonito no final. Mesmo quem nunca tinha trabalhado com artesanato gostou de fazer e conseguiu fazer bem.

Mas são nesses momentos de repasse, de “ensino”, que realmente consolidamos conhecimentos em nós mesmos. Ao final da oficina, compreendi o que eu mesmo havia dito, sobre os diferentes valores do ‘feito à mão’. O que ‘feito à mão’ dá trabalho, principalmente quando é feito por necessidade. Os produtos industrializados eram caros, mas foram diminuindo de preço e agregavam muita confiança, de modo que substituiu o ‘feito à mão’. Os produtos de limpeza, por exemplo. Elas contaram que seus pais faziam sabonetes e vassouras, outros mascavam casca de juazeiro; hoje isso é comprado em supermercados, e não se conhece mais o modo de fazer. Ouvi muitas histórias das participantes, de suas vidas no interior do Ceará, de como os pais e as mães delas produziam as coisas em casa, dos brinquedos feitos por elas, dos objetos montados a partir de outros. De alguns anos para cá, com a valorização do ecológico, existe a busca do resgate das práticas caseiras e de menor impacto ambiental dos produtos de limpeza. Essa valorização, todavia, é encontrada nos setores de maior recurso financeiro, entre pessoas que têm acesso a esses saberes.

O exemplar da revista Vida Simples de fevereiro de 2010 tem um guia sobre a valorização do artesanato e do feito à mão. A revista aborda casos que agregam requinte ao artesanato, como o caso de mulheres que abriram brechó entre amigas, outras que se juntam para tricotar e conversar, uma noiva que costurou seu próprio vestido de casamento etc etc etc. Atividades que perpassam a opção, o desejo, o hype, e emergem valorizadas. As artesãs da oficina realçavam a valorização pessoal, de cada uma delas ao artesanato, mas mencionaram a rejeição de terceiros, como se fosse algo ‘menor’. E foi aí que ficou ainda mais clara a clivagem de classes sociais, do “lugar” de onde falamos.

The Noble and Powerful Urban Art for People

In 2008 I became aware of a powerful idea: the display of large photographs of citizens on walls and buildings around the city.

    France :: This was done in 2004 by famous French photographer JR in Montfermeil. During the youth protests of 2005 in Paris and other major cities, JR and film director Ladj Ly organized the display of large-sized pictures portraying inhabitants of the outskirts of Paris – the infamous banlieues – with grimaces on their faces. If they were perceived as dangerous, then yes, indeed, they could be fierce.. The impact was huge. Authorities went nuts, police rushed to wipe the posters off the walls.

The following works are a bit different, but they all aim on the people, on the inhabitants of a city:

    Brazil :: IAPOI CREW collective conducted a daring project in 2010, called Retratos Coletivos (Collective Portraits). Each of four artists painted one façade of this building in São Paulo City, just beside Marginal Tietê (one of the city’s main roads). Check their blog [pt] for photos of all parts of the process: contacts with the inhabitants, the painting process, people’s reactions and how it looked like in the end.
    France :: A few days ago, the artist YZ painted the walls of Lille with the city’s anonymous inhabitants in their everyday-life activities. She declared that “time will go by, the images will eventually disappear”, and that’s why she took photographs of the work.

Around the World with BLU

Throughout 2010, the urban art collective BLU went around the world. Check on what they left behind in these cities and give your eyes a little treat:
Madrid
Warsaw
Berlin
Stavanger (Norway)
Rennes (France)
Lisbon (I got to see this one with my own eyes)
Los Angeles
Bologna (Italy)

 

 

 

 

BLU’s latest animation « Big Bang Big Boom »