Propaganda da Open English e suas conexões de sentido

Vez por outra, de bobeira na TV a cabo, deparo-me com as propagandas do curso de inglês online Open English. Ao menos 3 propagandas já foram veiculadas, criando uma historinha com dois personagens masculinos: um deles é estudante de inglês pelo curso online Open English e o outro é estudante de uma escola de idiomas presencial. Como toda propaganda que deseja vender um produto, para nos convencer de que a Open English é a melhor escola de inglês e das vantagens de fazer um curso de inglês online (com professores e estudantes que vão interagir com você via Internet, cada qual na sua casa) a Open English e a produtora Famigerada Filmes apelam para conexões de sentido e imagens. Veja você mesmo:

O estudante da Open English condensa as qualificações da sociedade: o rapaz é alto, forte, tem cabelo arrumado, feições do padrão de beleza, é moderno (com um laptop superfino no colo, sentado confortavelmente numa poltrona), e a professora de inglês dele é bonita – e loira. O estudante do curso de inglês presencial encarna o pária: o rapaz é baixo, magro, de cabelo bagunçado e enrolado, nariz grande, desajeitado e carrega uma pilha de livros – um artefato que tem sido vendido como démodé.

Para promover a escola online, vendem uma imagem, um estilo de estar e um modo de viver, associando elementos correntes de qualificação e contrapondo-os a elementos de desqualificação. Numa outra propaganda, os dois rapazes estão encarando o trânsito lento de uma grande cidade: o estudante da Open English dirige um carro conversível (reclamando do tempo que perde em deslocamento) e o estudante do curso presencial põe uma fita K7 num toca-fitas e fica a cantar “The Book is on the Table”, como se fosse um bom exercício para o aprendizado do idioma. Numa outra, os dois estão numa entrevista de emprego: o primeiro está superseguro de si, enquanto o outro só faz trapalhada. Só eu me incomodo com essa propaganda? É como o homem de sucesso deve ser e se portar.

12 thoughts on “Propaganda da Open English e suas conexões de sentido

  1. esta propaganda é realmente ridicula. Se quiseram chamar a atençao do nome do curso, colocando uma propaganda imbecil, conseguiram. O que tambem conseguiram criar uma aversao ao que estao tentando vender… eu jamais faria este curso, exatamente por causa desta propaganda…

  2. NÃOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO, você não está só neste desagrado! Acho a propaganda uma miserável representação da nossa publicidade tão bem elaborada e premiada mundialmente! começar pela estereotipagem incoerente entre o bonitão inteligente e o feiosinho bobão. Acho inacreditável que uma empresa que quer atingir um público adulto, ocupado, geralmente pessoas sem tempo para se locomover até uma escola de inglês se preste a usar uma comparação tão ridícula para se vender. Não é o caso de “embate” entre o velho e o novo método e sim as vantagens entre o velho e o novo método, a adaptabilidade que existe em você estudar inglês na sua casa. Eles teriam milhares de bons “motes” para a propaganda e escolheram uma comparação desnecessária. A linguagem também é deprimente, parece sem sentido, tirando que eles tentaram utilizar o humor mas fizeram as piadas mais … Infames, bestas, sem sentido possível. Acho tudo um desastre nessas propagandas, como se alguém tivesse pego o carinha do “Quer pagar quanto” das Casas Bahia de uns anos atrás o tivesse encolhido e piorado seu comportamento pra poder compor aquele personagem. Só de pensar que alguém ganhou dinheiro com isso, me dá tristeza pois estou desempregada e tenho idéias bem melhores que aquelas! Hahahahahaha… Enfim, me incomoda MUITO esse amadorismo que vejo nesta propaganda.

  3. eu gostaria de fazer um curso de ingles online, decidi NAO fazer dessa escola por causa dessas propagandas preconceituosas… e outra, “com professores americanos…” quer dizer q professores brasileiros nao servem pra ensinar ingles? eu digo q sao MELHORES pq sabem as relações entre as linguas… enfim, aprender ingles aqui ta dificil em escolas… tem q aprender o q puder sozinho msm e ir pra um particular qdo tiver condições…

  4. O “politicamente-incorreto” está na moda. A propaganda atinge uma grande parte da população que já se identifica com o rapaz cantando “the book is on the floor… the book is in my body…”. Publicidade é isto.

  5. Galera, respeito a opinião de todos vocês, mas não acham que estão levando a propaganda muito a sério? Eu por exemplo, adoro esses comerciais, prefiro enxergar o lado engraçado dos mesmos, realmente são muito criativos. Hoje em dia virou moda perceber discriminação e preconceito em tudo. A discriminação e o preconceito só conquistam um lugar na cabeça dos que se sentem discriminados…Fiquem todos em paz.

    1. nao dos q se sentem discriminados, dos q sao discriminados… esse eh o problema do preconceito, jah eh tao enraizado q se tornou uma coisa natural…

  6. desculpe reviver o tópico, mas não vi preconceito,talvez por não pro que a convenção mundial dite, pra min o comercial mostra aspectos reais e negativos de um curso presencial de forma bem humorada, tal qual o humor nacional, os trapalhões ridicularizavam varias situações de preconcito com o Mussum, porem possivelmente reais, e é tido como um dos melhores programas de humor do pais.

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